GenderCare- Tour em Português

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Nossa experiência

Nossa experiência é única no Brasil, e talvez no mundo. Nós nascemos com problemas de gênero, somos disfóricas de gênero, fomos corrigidas, tivemos nossos genitais adequados à nossa realidade existencial, e nos sentimos harmonizadas. Estudamos os problemas de gênero a fundo, estamos obtendo nosso mestrado, e esperamos obter nosso doutorado. Procuramos compartilhar nossa experiência e vivência profissional e pessoal com outras pessoas necessitadas de cuidados.

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Meninas vestidas para a Páscoa

Nós estamos criando agora o conceito de Terapia de Gênero. Porque até agora se imaginava que gênero era uma coisa óbvia, bastava conhecer os genitais. Mas não é bem assim. Se imaginava também que na primeira infância, até os dois primeiros anos de vida, se podia coagir a criança a se sentir menino ou menina, à força. Também hoje sabemos que não é bem assim.
O Gênero se forma neuro-psiquicamente durante a gestação, e depois se mostra como identidade, durante a infância. Por isso uma criança com genitais masculinos pode mostrar uma identidade feminina, e vice versa. Parece um menininho efeminado "mariquinha", mas pode ser uma menina disfórica, e vice versa. Precisamos respeitar a criança, sua identidade neuro-psíquica, como ela se vê, e quer ser reconhecida.

Pesquisamos a fundo a identidade neuro-psíquica da criança, do jovem, do adolescente, ou mesmo do adulto com problemas de gênero. Orientamos a família. Executamos testes psicométricos quando necessários. Avaliamos as condições da gestação, que é a fase mais importante e determinante de problemas de gênero, tando de disforias devido à discordância entre o gênero neuro-psíquico e genital, como devidos à conformação anômala genital.
Orientamos a transição de gênero, quando imprescindível. Acompanhamos o tratamento hormonal, avaliamos e encaminhamos para as eventuais adequações cirúrgicas necessárias. Sugerimos os melhores cirurgiões, a melhor tecnologia, os hospitais universitários habilitados à prestação de serviços gratuitos, quando for possível.

Elogios dos clientes

O melhor elogio que uma de nós poderia receber, recebemos de uma cliente, disfórica de gênero de 48 anos, que depois de viver toda uma vida assexuada, por vergonha e medo de sua situação, de ser reconhecida como um homem mas sempre ter se sentido uma mulher, e jamais ter se identificado como um "homem gay", quando ela disse a Martha Freitas: "Obrigada doutora Martha, por ter me mostrado que nunca fui suja, imunda, pecaminosa, nem louca, por ser assim. Eu apenas nasci com um problema que ninguém podia perceber, a não ser alguém como eu ou a senhora, que vivemos essa realidade, podemos sentir e perceber; e a senhora estudando, pôde explicar". ( Ana Cláudia, de São Paulo).
"Wal, obrigada por estudar essa situação, e me mostrar quem eu sou. Eu mesma me confundia, e me imaginava, no início gay. Mas depois pensava, como gay se eu gosto de mulher? Mesmo tendo genitais masculinos, me sinto mulher, e não gosto de homens mas de mulheres, como uma lésbica. Como me encontrar? Mas hoje sei quem sou, o que quero, e me encontrei" --- (Jéssica, uma brilhante estudante de engenharia de computação, do Rio de Janeiro)

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